Mudanças e Expectativas

sábado, 19 de dezembro de 2009

Finalmente os dias tenebrosos passaram. Provas que não comprovam conhecimento algum, trabalhos e professores sugadores, noites mal dormidas e uma ponta de esperança. É quase inútil pensar que tudo que planejamos não pode ser alterado em questão de dias. Como os sonhos são mutáveis! Uma simples resposta, o sim ou o não, a mudança repentina pode alterar o rumo de tudo. Será que nunca temos o controle? Estamos totalmente à deriva?

Tenho o péssimo hábito de criar expectativas. Talvez seja culpa de meus pensamentos um tanto pueris. Tendem a cair no campo da imaginação fértil. Do que valem as palavras não ditas e as atitudes que ainda não foram tomadas? Criamos falsas esperanças em coisas desconhecidas. E eu, com todas essas expectativas, sempre achei que tinha todo o plano traçado em minhas mãos.

E que tudo sairia (quase) exatamente como eu imaginei. Ficamos inertes quando as coisas não saem quando planejamos. Caminhos descontrolados me afligem em pensamentos. Como se apenas agora eu tivesse consciência que não podemos controlar o presente (quem dirá o futuro). O que mais surpreende é saber que certas coisas, certos planos, nunca haviam passado pela cabeça. E quando você se depara com toda essa situação não esperada, percebe, ridiculamente, que nunca possui um plano B. Eles só funcionam no papel.

Mudanças. Nós não gostamos delas. Nós a tememos. No entanto, não conseguimos evitá-las. Ou nos adaptamos às mudanças, ou somos deixados para trás. Mas às vezes mudar é bom. Às vezes mudar é tudo. Sem movimento, sem atividade. Quando tudo segue o caminho inverso, não sabemos como agir. Agradável ou não, certas fases da vida são independentes. Extremamente agradável é saber que aconteceu e você nunca imaginou.

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Crônica Coletiva

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Como eu disse: “Letras na São Judas, onde os fracos não têm vez!” Portanto, chegou a hora de separar meninos e meninas de homens e mulheres. Chegamos ao clímax do curso, a ansiedade nunca esteve tão presente quanto agora. Mas ainda podemos escrever um final feliz para esta história. Depende de cada um de nós.
“não vim até aqui, pra desistir agora!”

Vamos fazer de conta que é um conto modelar. Este é o clímax, e é bem no clímax que acaba, sem maiores explicações. Simples assim. Acaba. E só. Passaram três anos. Não sabemos se passaram voando ou se arrastaram pelo tempo. O que sabemos é que foram felizes três anos. Claro, não 100%, sempre houve os perrengues, mas como eu ouvi uma vez ''é certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz. '' Não mais ficaremos na rampa, não mais veremos tantas piriguetes juntas (essa é a única parte boa), e o pior de tudo: não mais nos veremos todos os dias.

''vc não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui!'' PS: Só pra não perder o clichê: VALEU A PENA ÊÊ!!

Poderíamos usar muitas palavras à moda de Olavo Bilac ou quem sabe toda a sintaxe rebuscada de um Saramago, ainda sim não seria o suficiente. Talvez tenha sido nossos pensamentos transviados os responsáveis pela nossa união. O canto obscuro da sala, o quarteto mais “sem rótulo” já existente no curso de letras: não somos os nerds, nem os bêbados, nem os relaxados, quiçá os bajuladores. Talvez nossa exclusão com o resto da sala tenha sido involuntária. Mas, quem importa? Nós sabemos o quanto aquele canto faz falta quando ninguém vai. Foram três anos de muita lamentação e muitos, muitos momentos incríveis ao lado de vocês. Somos personagens completamente redondas neste conto (quase) sem fim.

“We’re the champions” – Clichê demais.

Paulo, obrigado pelos trocadilhos, pelas piadas sem noção e pelos comentários pertinentes na rampa do 3º andar.
Johnny, obrigado pela pseudo-erudição, pelas conversas sérias, que sempre caiam na ironia, e pelos momentos sinestésicos.
Lê, obrigado pelos capuccinos, pelas conversas em pedaços de papel, pelas risadas, pela sinergia dos pensamentos.

Quarteto, valeu a pena!

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Sobre desejo

domingo, 8 de novembro de 2009

Por mais difícil que seja querer algo, as pessoas que mais sofrem são aquelas que não sabem o que querem.

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Time after Time

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Podemos ignorá-las o quanto quisermos, mas nossas histórias sempre acabam voltando para nos amaldiçoar.
Porém, em alguns momentos, temos que escolher: voltamos para o que conhecemos ou damos um passo à frente para uma coisa nova?
É duro não ser caçado pelo nosso passado.Corremos o risco de esquecermos quem somos.
Nossa história é o que nos faz, o que nos guia. E ela ressurge vezes após vezes. Time after time.
Então temos que lembrar que às vezes a história mais importante é a que fazemos hoje.

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Untitled

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sentada em frente ao computador, olhando a página em branco, procuro palavras para descrever o que sinto. Não sinto um desejo descabido para depressão nem tenho intensas dúvidas existenciais.
Eu apenas sei que tudo está caminhando de um jeito diferente, cujo controle eu quase não tenho. E ai eu sinto uma raiva claustrofóbica por não entender o que acontece. Uma raiva claustrofóbica por não ter a coragem de dizer (realmente) tudo o que penso. Porque se isso acontecesse...
Tento escrever. Acho que aquele lance de “dar um branco” anda acontecendo comigo. Tento fazer algum gracejo ou escrever algo realmente profundo, mas não dá. A sensação de What a fuck is going on sempre volta a atormentar minhas ideias. Um turbilhão de pensamentos desconexos, oximoros frequentes na cabeça da menina-mulher (não tão mulher e nem tão menina como gostaria).
Então eu desejo incessantemente uma dose daquela bebida doce que adoro (com gelo) chamada jurupinga. Mas lembro-me de quão necessário é se policiar, em se tratando das bebidas que servem de subterfúgio.
Ai, enquanto a página continua em branco, o gato Sebastião pula em meu colo à procura de carinho. Faço um cafuné na barriga e ele se rende aos meus encantos. Esqueço das dúvidas impiedosas. Vou pensar e escrever depois.

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Pensamentos Livres

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Há um ano eu resolvi colocar as minhas idéias, que antes estavam no papel, para a página de um blog.

“Com tanta coisa escrita, tantos textos da faculdade, por que não mostrá-los para todo mundo?” pensei. Ai, eu comecei! Um texto, uma crônica, um conto, um pensamento. E parece que a coisa deu certo.

Nesse um ano de blog, muitas coisas mudaram junto com os textos. Aprendi muito também.

Eu aprendi que o mais importante é lembrar-se do quanto você ainda pode ser feliz.

Aprendi que ainda há muito para ser vivido. Mas é preciso ter calma.

Aprendi que as palavras que eu profiro traduzem tudo o que eu penso e sinto. E eu sei o quanto essas palavras machucam.
Aprendi que o inesperado pode acontecer e mudar o rumo de toda uma história. Mas você pode reescrevê-la se quiser.

Também entendi o real significado de esforço. ‘No pain no gain’.

Aprendi que a impulsividade às vezes pode ser boa. Pode lhe dar oportunidades. E que a vida “morna” não nos leva a muitos lugares legais.

Aprendi que a melhor forma de economizar ódio é ignorar certos fatos.

Aprendi que certas situações não podem ser mudadas. Algumas pessoas estão cômodas em suas zonas de conforto. E que por mais que você tenha coragem, os outros não têm.

Aprendi que somente escrevendo eu poderei me expressar e libertar os monstros internos. Pois só assim eu posso ser ouvida.

E à medida que eu aprendo, meus textos amadurecem. Os pensamentos continuam livres porém compostos por ideias mais selvagens.

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Carta ao amigo distante

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Amigo querido,

Ando mais sensível e segura do que antigamente. Você sabe, sou frágil e logo em seguida, fortaleza. Procuro não abaixar a cabeça para ninguém. Afinal, sou feita de carne, ossos e sentimentos. Muitas coisas passam em minha mente. Através das palavras, tento transmitir a beleza e a gravidade daquilo que penso. Doa a quem doer, eu não me importo. Não tenho ódio no coração, nem transmito desafeto ou tristeza. Sou apenas consciente, lúcida e prática.
Você deve estar se perguntando sobre o que eu apronto, não é? Coisas de mulher. Mas fique tranquilo, eu não me perco em desalento, e dessa guerra, não haverá sangria. Não ataco, apenas respondo com o que me vem à cabeça naquele exato momento. Repudio aquele que demonstra uma coisa, quando sente e pensa outra, que dissimula sua verdadeira personalidade.

Andei pensando... Existem pessoas que se incomodam com o que o vizinho faz. Se a grama está aparada, se precisam regar as plantas ou se comprou um carro novo. Tem vizinho que realmente faz isso. Mas tem gente paranóica também. Daquelas que tem certeza de que o vizinho está bisbilhotando tudo, quando na verdade, ele está mais preocupado em saber se vai chover do que se o vizinho está vivo. Esse tipo de gente - paranóica - fica debruçado no peitoril da janela para mostrar pra todo mundo que está lá (mas ninguém nem nota). Preocupa-se tanto em saber se o outro está olhando e se esquece de que a sujeira, ela varreu todinha para baixo do tapete, que dentro da sua geladeira as verduras estragam até virarem uma gosma mal cheirosa, e que precisa, urgentemente, jogar um desinfetante no vaso sanitário. Não adianta ficar debruçada na janela, fingindo que está tudo bem, mostrando bem-estar, (e achando que tem alguém se importando), e esquecer de que a vida passa, as pessoas ficam velhas e enrugadas, e a cabeça, ainda mais vazia.

Não queria me dar ao luxo de se importar com pessoas tão inverossímeis, que nem ao menos sabem o que diz. Mas você sabe como é a vida, sobrevivem os mais fortes. Às vezes eu tento, mas é difícil ignorar a falta de bom senso. É para rir, não é? Como se eu não tivesse mais nada a fazer. Certas pessoas que surgem em nossa vida devem ser ignoradas, de alguma forma. Assim, elas se sentem sem brilho, dissolvem, e como o tempo, desaparecem.

Pretendo te escrever em breve, com notícias mais agradáveis sobre dias mais coloridos.

Grande beijo,

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Lições do Tempo

domingo, 11 de outubro de 2009

Há um tempo que não volta mais.
Por isso, não adianta lamentar-se pelo que fez ou deixou de fazer.
O tempo passa mesmo...

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Sobre Destino

segunda-feira, 5 de outubro de 2009


Criamos expectativas em algo que nem sempre conhecemos. Acreditamos que aquele caminho pode ser o correto, aquela pessoa te fará feliz e aquela decisão era a mais sensata.
Acreditamos cegamente em um destino que não vemos, não sentimos, sequer sabemos se existe, mas sabemos que está lá, caso tenhamos que atribuir a culpa do fracasso de todas as nossas decisões em alguém ou alguma coisa.
Dizer que o foi o destino que escolheu é fácil. Será que não somos nós que escolhemos o que pode ser bom ou ruim? Nós estamos fadados a sermos felizes somente porque o destino quis?
Quem evita dúvidas nunca encontrará certezas. ’ Li isso em algum lugar. Talvez o autor também estivesse esperando por uma resposta do destino. E se cansou. Acredito no acaso, nos imprevistos e encontros. Mas não espero por eles como quem espera uma atitude alheia para ser feliz.
Enquanto o acaso acontece, tenho minha vida como cenário principal. E vivo. Também escolho, duvido, erro, acerto... Não evito dúvidas e também não tenho certezas.

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Breve Mensagem

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

De todos os momentos em que eu estive inconsolável, nunca esperei que alguém viesse me salvar. Talvez as pessoas surgissem aleatoriamente, com uma alegria transitória, a fim de me tornar mais viva. Mas eu nunca as chamei. Ainda que eu soubesse de todos os problemas e infelicidades que me acometiam, nunca fui uma pessoa triste.

Também nunca quis infestar o espaço alheio, querendo auto-demonstrar quem eu fui, quem eu sou e quem eu poderia ser. Ainda que a sensação desagradável produzida pela excitação de um término me fizesse adotar uma postura impetuosa, sempre impus um limite. Eu, aqui; os outros, tão distantes, longe de mim.

Sim, eu discordo de tudo que você disse, eu não tenho nada em comum com você.

Não estamos caminhando no mesmo passo e não compartilhamos gostos. Compartilhar é arcar juntamente com outrem algo ou alguém. E isso, eu não fiz. Somente aqueles que realmente me conhecem sabem da minha verdadeira essência. Decerto, diriam que não temos nada em comum.
Por mais que você insista em uma semelhança que não existe, eu entendo perfeitamente a atitude. Seria quase a remissão dos pecados cometidos. A falta de limite, o excesso de ímpeto, a superficialidade, a rivalidade e, claro, a infantilidade. Por isso, esqueça toda e qualquer possibilidade de que eu possa, um dia, abstrair todas as palavras ríspidas e soltas que eu e você um dia dissemos. É a minha ufania particular.

Os motivos, não tão estranhos assim, que nos fizeram saber da existência de cada uma, foi um mero acaso. Certamente eu não gostaria de te encontrar em outra situação. Nem no passado e menos ainda no futuro. Por mais sinuosos que sejam os caminhos que nos colocaram frente a frente, só me fizeram enxergar que existem pessoas sem valor e que se exaltam quando atingem a escala mais alta dos sentimentos, amor/ódio.

Declino o convite para o café.

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